Augusto Dragão,
Com inusitado prazer li na sua página a benemérita intenção que manifestou em ajudar na divulgação de novos blogues. Ora, a isso mesmo venho – descarado e caído, aqui estou, à caça de divulgação. Para que saiba que filho de mãe sou, lhe digo que a pobre progenitora, pobre me deixou. Sou um desvalido, e sem amigos. Imagine esta desgraça, Augusto Dragão – sem um único amigo. (Não há coração que se não rache.) E isto já se sabe: primeiro é preciso ter amigo para lhe chegar à mão, e só depois, no desaperto do cumprimento, levar-lhe o cachucho. (Que Deus me perdoe este desabrido pensamento! Sou maldito: Ah, maldito!) Não pense, no entanto, que este desabafo "do amigo" lhe é dirigido, isto é: não o quero como amigo, até porque nada lhe desejo roubar – palavra de maldito! Quero, unicamente, que me apresente à sociedade, que faça uso dos seus ilimitados poderes mitológicos para me lançar como cintilante astro nesta maravilhosa constelação, esta grande, grande blogosfera. Sim, ardo só de pensar nesse propósito, na antevisão da glória, da fama. Ai, a fama!... Enfim, um sonho maldito, que não me sai da cachimónia. Que fazer, não é?... Há quem assim nasça, e lá por isso não deixa de ser Seu filho, seu, Dele.
Bom, não o importuno mais, pois todo o meu desavergonhado propósito ficou exposto: se não se importar, diga aí que um pobre diabo deseja incendiar inferno.
Sem vénias mas muito agradecido,
O (Mal)dito.

terça-feira, janeiro 17, 2006 by Ah, maldito!